

Ao colocar o vinho na boca, primeiramente ele deve ser mastigado, deixando que afunde a língua para que a bebida passe pelo palato e você possa sentir suas características, como corpo, consistência e maciez.
Com o líquido ainda na boca, também é possível fazer um bico, sugando o ar para provocar a evaporação do álcool e sentir os aromas na boca.
Nossa língua é incrível!
É importante entender que nossa língua é capaz de sentir muitos gostos, doce, salgado, azedo e amargo.
Hoje, o umami e o aquoso também já são gostos considerados pelos estudiosos.
De uma forma simplificada, na ponta e no fundo da língua é que sentimos se o líquido se trata de um exemplar seco, meio seco ou suave. Um vinho mais adocicado é melhor percebido na ponta da língua, e os mais secos na região mais profunda.
Já nas laterais e no céu da boca, ainda, nas bochechas, é possível perceber a acidez de um vinho, determinando se ele é muito ácido ? o que geralmente significa um vinho estragado ? ou pouco ácido, quando a bebida fica pesada e desinteressante.
Já a superfície de toda a língua é o local onde se sente os taninos, ou seja, a adstringência da bebida. É aquela sensação de ?amarrar a boca? quando se come um caqui verde. Taninos muito acentuados provocam essa sensação com maior intensidade.
Uma forma muito comum de se realizar a prova de um vinho é dividi-la em três etapas: ?entrada?, ?meio de boca?, e ?fim de boca?.
A ?entrada? é o momento de sentir o impacto tátil, o ?ataque?, que é a sensação conjunta de doçura ou maciez, dada pelo álcool e pelo açúcar, acidez e amargor, ou seja, os taninos.
Ao deixar o vinho correr pela boca, é possível sentir sua textura no ?meio de boca?. Aqui, é o momento de analisar a qualidade de taninos, maciez, corpo ou intensidade, acidez, equilíbrio e qualidade geral da bebida.
Na hora de engolir, no ?fim de boca?, é possível perceber como o vinho termina: se ele deixa sensação agradável, sua persistência gustativa, notas amargas e outros. Após engolir, sentimos o calor provocado pelo álcool e mais aromas.
Na boca não se percebe apenas o gosto, mas também o tato e o aroma da bebida.
O tato é sobre a consistência do vinho, a aspereza, a fluidez, a pungência, a temperatura e a tanicidade.
Já o aroma da boca é diferente daquele do nariz, pois a saliva aquece e intensifica a evaporação, tornando-o mais forte. Para sentir melhor esse aroma, o ideal é deixar um pouco de ar entrar.
Agora que você é um especialista na química que ocorre na sua boca quando você aprecia o seu vinho, que tal colocar em prática mais esse aprendizado com vinhos produzidos por você em sua casa.
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J. Sergio Boffette
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