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Essa técnica, praticada por pelo menos cinco estados brasileiros (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás) na verdade consiste na alteração do ciclo reprodutivo das vinhas, já que ao invés da colheita da uva ser realizada no verão, quando existe forte possibilidade de incidência de chuvas, as uvas são colhidas (a chamada vindima) no inverno.

 

Entendendo melhor, na maior parte da região Sudeste (mais ao sul do estado de MG) na época do inverno, ocorre uma amplitude térmica ? em breves palavras a variação da temperatura entre o dia e a noite ? muito propícia para a colheita de uvas destinadas a produção dos vinhos finos, pois apresenta dias bastante ensolarados em contrapartida a noites mais frias, aliado a um solo também mais seco nessa época.

 

Esse conjunto de condições resulta quase sempre em uma maior concentração de açúcar e álcool na fruta, permitindo uma produção de vinhos finos de qualidade.

 

A dupla poda inicia-se primeiramente com a poda de formação, feita entre os meses de agosto e setembro, quando então os ramos frutíferos surgem e são descartados. Já na segunda poda, também chamada de poda de produção e que é realizada em janeiro quando a maturação novamente se inicia, temos as videiras começando a brotar em fevereiro, florescendo em março e a partir de abril começam a ocorrer a formação dos cachos, para que então no inverno, tenhamos a colheita.

 

E parece mesmo que essa técnica já guarda algumas curiosidades, como por exemplo com os relatos datados de 1819 do botânico francês August de Saint?Hilaire (ele era um botânico, naturalista e viajante francês que percorreu os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e conheceu as nascentes do Jequitinhonha e do São Francisco) que comprovou uma relação de superioridade das uvas colhidas no inverno no sul de Minas Gerais, com as colhidas no verão.

Mas muito se deve mesmo ao pesquisador e Coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Vitivinicultura da Epamig ? Minas Gerais, Murillo de Albuquerque Regina, que foi o primeiro a aplicar a técnica da dupla poda para produzir vinhos finos, ou seja, com uvas Vitis viníferas (as uvas de origem Européia).

 

Hoje em dia Minas Gerais produz exemplares com uma grande maioria de cepas destinadas a colheita no inverno, como por exemplo as brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc e tintas como Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tempranillo, Pinot Noir e Cabernet Franc. Temos ainda as variedades Petit Verdot, Grenache e Mourvèdre! Os espumantes também estão presentes tanto os produzidos pelo método Charmat, como pelo método Champenoise.

 

Como podemos constatar, dia após dia a vitivinicultura brasileira vem apresentando soluções criativas, estudos aprofundados, técnicas modernas e investimentos tecnológico e humano, para que possamos avançar cada vez mais na produção de vinhos finos e posicionar o Brasil como um grande produtor perante o mercado mundial.

 

E com isso, almejamos alavancar também a produção de vinhos artesanais caseiros, elaborados por criteriosos apreciadores de vinhos de qualidade.

 

Vamos continuar a desempenhar esse nosso papel de disseminadores de vinhos artesanais caseiros e da linda cultura do vinho, seja ela proveniente do cultivo tradicional ou da dupla poda.

 

Assim como já fazem centenas de novos produtores de vinhos artesanais, que têm como objetivo resgatar uma tradição e vinhos de alta qualidade. Convidamos você a ser nosso aluno e aprender a elaborar vinhos da mais alta qualidade.

 

Para falar comigo, ligue 011-9-7117-1020 (Sergio Boffette)


Forte abraço!

J. Sergio Boffette

Produtor e professor de vinhos artesanais.


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